a ameaça eminente de uma sombra ou talvez de uma luz ao meu encontro..
isso, me desconforta, me protejo com escudos, crio barreiras mas não passo serena por essas coisas..
onde se esconde meu ponto de equilibrio nestes momentos?
torço para que não chege, faço de tudo para me esconder..
mas também se não surge me causa frustração.
busco desesperadoramente crescer, faço tudo que posso, e nunca é o suficiente, me sinto uma menina, pequena, me escondendo atras de uma boneca imaginária e imaginando meus mundos de paredes.
quem eu sou, eu falo para todos, foquem em si mesmos...
mas meus auto-retratos são todos borrados.
sairia correndo se me pedissem pra me descrever, talvez até voando, mesmo anatomicamente impossivel.
voltar a escrever? externar, tem mais de ano, talvez dois qeu não escrevo..
meu coração, cabeça e dedos foram atrofiados..
talvez nem mais inventar eu possa.
na verdade, não quero nem tentar, ando cansada e aborrecida.
voltar a escrever trava minha garganta, talvez por que eu repita cada palavra em voz alta para ter certeza que ela foi embora de mim.